sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013


Estações

Ás vezes sou alma de inverno.
Olhar de primavera.
Palavras de outono.
Sentimentos e sonhos verão...

Morgana Deccache
 


sábado, 16 de fevereiro de 2013


Onde o mar é tão belo...

Voar e olhar as coisas por outro ângulo.Rever, sentir, refletir...
O mar sempre me encanta, me chama.
Temos o mesmo nome...Somos partes dessa imensidão. 

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FOTO E TEXTO POR:M.DECCACHE: Sinta a brisa...Se parar e tentar vc consegue!

SEMPRE O MAR...BELO...


Estive por outros mares,de mesmo encanto...De canto das ondas,de se encantar...
Amo o mar...Amar,o mar...Cheiro que entranha minha alma e me faz sempre voltar...Amo o mar...Mar que é belo,mar que me invade e eleva...Leva a navegar.
Muito mais tenho o que te poetisar...Mar que é belo, daqui, de tantos lugares...Mas que alguns me fazem me sentir eu na totalidade... 


Morgana Deccache

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013


MAIS QUE UMA PAUSA

O som que não ecoa.
A música que ficou na pausa....
Longa, sentida, estendida... Silenciada.
Notas que não se casam.
Musica que não embala.
Melodias caladas...
Silêncio...
Teclas gastas, abandono de tempos.
Descaso...
Histórias perdidas, cantadas, tocadas por entre dedos.
Medos. Arremedos... Silencia tudo ao redor.
Ninguém mais toca.
Ninguém dança.
Vozes não cantam.
Tudo é abandono, desgastes, esquecimentos.
Se por um momento alguém se tocasse...
Talvez a música renascesse,
As notas fariam sentido.
A vida, o som, melodia teriam sentido.
E os corpos cansados, largados, soterrados em pesos,
Voltassem a bailar... E as mãos a tocar...
 Teclas, ouvidos, sentidos, almas...
Tudo voltaria a ressoar.
Mas o que se tem de concreto
É a pausa que se alongou no tempo que se perdeu.
Na realidade que emudeceu...
E da música, aquele piano ou o homem, se esqueceu.


Morgana Deccache

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013


DESAPEGO

Desapego de alma, desapego na calma.
Desapego das mãos que segura, ou insegura?
Desapego do espaço, do tempo
Que por vezes parece não passar.
Desapego de algumas pessoas,
Incertas, insanas, no falar.
Desapego do que foi
Do que deveria ser,
Do não se ter, para poder ser.
Desapego da cama, macia, que abraça.
Da água quente do banho.
Das preferências, intermitências, e se repete.
Desapego dos vícios...
Dos vistos e ocultos, envoltos em véus das desculpas
Dos aprendidos e apreendidos.
Desapego das imagens heroicas distorcidas
Da força hipotética contida.
Desapego da arrogância peculiar dos que se julgam sábios.
Desapego da sabedoria humana, insana, 
Das falsidades destiladas de lábios
Bocas manipuladoras vampiras.
Desapego do choro sem sentido.
Chorar pelo que realmente tem sentido, contido no sentir.
Desapego das esperas intermináveis.
das horas incontáveis numa sala vazia,
Numa cama fria, no olhar perdido.
Desapego da infelicidade.
Da falsa bondade.
Da mentira travestida de verdade.
Desapego do sonho enquanto só, apenas sonho...
Desapego das dores causadas.
Das cobranças calçadas.
Das feridas não estancadas.
Desapego do olhar mal.
Da comida sem sal.
Das conversas sem sabores.
Dos "amigos" sem cores.
Desapego do cinza das tardes solitárias.
Da esperança adoecida.
Da fé transgredida.
Desapego do silêncio doentio, conivente da morte.
Desapego da falta de sorte.
Desapego do espacial
Para encontrar seu norte.
O desapego é sobrevivência, é pessoal.


Morgana Deccache

sábado, 2 de fevereiro de 2013

BORBOLETAS NO OLHAR


Quero ter olhar com borboleta.
Seja da cor amarela, azul, ou lilás.
Quero um olhar que voe macio, pouse sereno.
Bailar com a brisa, de corpo pequeno
De alma gigante...
Um olhar suave...
De tons em verde, azuis, tanto faz.
De brancura ao fundo, de luz refletida
Na profundidade escura, e se sinta a paz.
Olhar com borboleta, inquieto, esvoaçante.
Que dure pouco, mas o tempo suficiente para descobrir,
Descortinar mundos, outros olhares...
Olhar efêmero, mas que juntos, embeleza aos milhares...
Quero ter borboletas no olhar.
Sem se importar com o tempo de durar.
Olhar. Ver. Perceber. Viver. Voar.
Quero ver outros olhares de borboletas.
Quero colorir o cinza endurecido do cotidiano.
Amenizar em leveza o peso que nos é colocado sobre o peito
Com nomes diversos: cobranças, indiferenças, abandono, perdas, separações, mentiras, traições... Pesos pontiagudos.
Como os espinhos por onde as borboletas bailam
Suaves, leves, ignorando as pontas fatais.
Estão ocupadas vivendo, encantando, colorindo.
Descobri que mais que um querer
Necessito ter, um olhar com borboletas...



Morgana Deccache