terça-feira, 31 de julho de 2012

LIBERDADE Um dia assim sem pressa de passar.
Amigos, terra,chão de terra batida.
Uma hortinha, natural, coqueiros e coisa e tal...Assim.
Na liberdade de um dia.
Sentida, vivida, sorrida a sorrisos largos, saudades amenizades, lembranças revividas.
Uma água de coco, umas acerolas, bananinhas maduras, doces...
Uma graviola linda, ofertada de carinho.
Simplicidade de um dia de liberdade.
Expressa no instante eternizado na lente.
Da corrida solta, feliz em meio a gente.
Quase pude ouvir seus pensamentos pulando e correndo juntos a ela.
Levantou poeira, revirou as gramas, cheirou tudo.
Num dia assim, adornado de simplicidades, revi a liberdade.

********************************************************************
Foto da Honey e poesia por Morgana Deccahe - Num dia guardado na simplicidade e liberdade de apenas se estar entre amigos...

sexta-feira, 20 de julho de 2012




ASAS E RAÍZES
Quando crianças podemos voar.
Saltar a longas distâncias.
Bater recordes e correr mais rápido que o vento.
Quando crianças, temos amigos aos montes.
Temos a capacidade de falar “cachorrês”, “gatês”, passarinheis”
E todos quantos imagináveis “es”...
Temos olhos de raio “X”, vemos figuras em nuvens.
Nos deitamos com mais frequência no chão
E olhamos mais para o céu...
Nos importamos menos com o ridículo, queremos é a emoção do sentir.
Vamos, muitas vezes, sem saber pra onde ir...
Mas vamos felizes, confiantes.
Esbanjamos emoção, alegria, dores, tudo intenso, puro...
Quando crianças, temos uma cristalinidade no olhar,
Nas palavras simples, nas frases aparentes sem nexo,
Mas com toda seriedade do raciocínio infantil.
Quando crianças, conseguimos ter o coração que toca o céu.
Quando criança, na pureza cultivada, na distância da maldade,
Tão precoce nesses dias, conseguimos ouvir mais os anjos.
Conseguimos abraçar Deus.
Quando criança sem mácula do mal, da manipulação, da tirania aprendida,
Nossa alma se veste de branco toda manhã
E nossa presença acende um arco-íris na alma de quem nos acolhe.
Quando criança voamos...
Então crescemos...
E criamos raízes, estáticos, endurecidos a tudo e todos...


Morgana Deccache

sexta-feira, 13 de julho de 2012


Silêncio da derme quando arrepia.
Silêncio do olhar quando se olha a alma...
Da alma quando é olhada.
Silencia da palavra não dita.
Das horas bem ditas.
Silêncio das horas vividas.
Horas que saltam sobre nós pela manhã
E quando percebemos já se faz noite.
Silêncio do vazio.
Do se estar só.
Da garganta e seu nó.
Silêncio que ecoa nos espaços da casa vazia.
Silêncio quebrado pelos próprios passos sem direção.
Silêncio rompido pelo pulsar do coração.
Que acelera na ânsia de alcançar o inexistente.
Intangível do momento...
Silêncio que ensurdece o sentimento.
Silêncio entre nas pausas das canções.
Esse silêncio é essência da musicalidade que se faz eterna.
Silêncio que consterna...
Sssssss... As palavras silenciaram,
E a poesia se fez no silêncio.

Morgana Deccache