LIBERDADE
Um dia assim sem pressa de passar.
Amigos, terra,chão de terra batida.
Uma hortinha, natural, coqueiros e coisa e tal...Assim.
Na liberdade de um dia.
Sentida, vivida, sorrida a sorrisos largos, saudades amenizades, lembranças revividas.
Uma água de coco, umas acerolas, bananinhas maduras, doces...
Uma graviola linda, ofertada de carinho.
Simplicidade de um dia de liberdade.
Expressa no instante eternizado na lente.
Da corrida solta, feliz em meio a gente.
Quase pude ouvir seus pensamentos pulando e correndo juntos a ela.
Levantou poeira, revirou as gramas, cheirou tudo.
Num dia assim, adornado de simplicidades, revi a liberdade.
********************************************************************
Foto da Honey e poesia por Morgana Deccahe - Num dia guardado na simplicidade e liberdade de apenas se estar entre amigos...
Achegue-se.Sente-se e sirva-se de poesia... Este blog é a continuidade de um outro que escrevo a muito tempo,pois escrever é parte de mim http://fotolog.terra.com.br/comunicadora. Resolvi dar uma nova roupagem ao blog,com mais recursos e visibilidade. Mundo da Linguagem Prática se propõe dar vida as palavras, ir além das frases, praticar a linguagem do cotidiano de forma poética,na junção de textos e imagens... Compartilhe em seu face, é só clicar no ícone.Obrigada.
terça-feira, 31 de julho de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
ASAS E RAÍZES
Quando
crianças podemos voar.
Saltar
a longas distâncias.
Bater
recordes e correr mais rápido que o vento.
Quando
crianças, temos amigos aos montes.
Temos
a capacidade de falar “cachorrês”, “gatês”, passarinheis”
E
todos quantos imagináveis “es”...
Temos
olhos de raio “X”, vemos figuras em nuvens.
Nos
deitamos com mais frequência no chão
E
olhamos mais para o céu...
Nos
importamos menos com o ridículo, queremos é a emoção do sentir.
Vamos,
muitas vezes, sem saber pra onde ir...
Mas
vamos felizes, confiantes.
Esbanjamos
emoção, alegria, dores, tudo intenso, puro...
Quando
crianças, temos uma cristalinidade no olhar,
Nas
palavras simples, nas frases aparentes sem nexo,
Mas
com toda seriedade do raciocínio infantil.
Quando
crianças, conseguimos ter o coração que toca o céu.
Quando
criança, na pureza cultivada, na distância da maldade,
Tão
precoce nesses dias, conseguimos ouvir mais os anjos.
Conseguimos
abraçar Deus.
Quando
criança sem mácula do mal, da manipulação, da tirania aprendida,
Nossa
alma se veste de branco toda manhã
E
nossa presença acende um arco-íris na alma de quem nos acolhe.
Quando
criança voamos...
Então
crescemos...
E
criamos raízes, estáticos, endurecidos a tudo e todos...
Morgana Deccache
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Silêncio da derme quando arrepia.
Silêncio do olhar quando se olha a
alma...
Da alma quando é olhada.
Silencia da palavra não dita.
Das horas bem ditas.
Silêncio das horas vividas.
Horas que saltam sobre nós pela manhã
E quando percebemos já se faz noite.
Silêncio do vazio.
Do se estar só.
Da garganta e seu nó.
Silêncio que ecoa nos espaços da casa
vazia.
Silêncio quebrado pelos próprios
passos sem direção.
Silêncio rompido pelo pulsar do
coração.
Que acelera na ânsia de alcançar o inexistente.
Intangível do momento...
Silêncio que ensurdece o sentimento.
Silêncio entre nas pausas das
canções.
Esse silêncio é essência da
musicalidade que se faz eterna.
Silêncio que consterna...
Sssssss... As palavras silenciaram,
E a poesia se fez no silêncio.
Morgana Deccache
Assinar:
Comentários (Atom)


