quarta-feira, 20 de março de 2013


OUTONO

Vento leve que arrepia
Alivia pele ardente.
Estação passada tão quente.
Vento,brisa fria, alivia.
Folhas ao chão se espalham e contam.
É nova estação.
Folhas dançam, embaladas ao vento.
Chuva lava, limpa num ar de contentamento.
Serena estação, nem frio nem quente.
Satisfação, dos dias amenos pra nossa gente.

Morgana Deccache





terça-feira, 12 de março de 2013

ANSEIO

Por calmaria de alma.
Por dias de calma.
De ver a alva...
Anseio por me perder na realidade de meus sonhos,
De tempos menos enfadonhos,
De gente menos medonha.
Anseio ver a verdade casa das palavras com olhar.
De não precisar acordar.
Não perder o sono em meio aos sonhos.
Anseio amigos que matem a saudade.
Que não matem as horas.
Que acolham num abraço.
Anseio notícias boas,
Comida farta, risos sinceros.
Anseio mesa cheia de poucos amigos
Mas que sejam amigos, de corações cheios
 Mesmo em mesa vazia.
Anseio a suavidade da lida.
Da paz de cada dia.
Da música suave pelo caminho que faço.
Anseio menos gritaria, menos palavrões gratuitos.
Anseio por mais mãos dadas,
Sentar na calçada, olhar o por do sol.
Anseio ouvir o mar cantando,
O vento me beijando
O dia me convidando para um mergulho em águas claras.
Anseio pelo que um dia era comum
E hoje, tudo se tornou, se atropelou nos dias,
Que a cada dia se torna mais rara.

Morgana Deccache

sexta-feira, 1 de março de 2013

EU, RIO...

Salve o Rio de todos os Janeiros, de todos os anos, de todos nós!
Salve a cidade, o estado de espírito da vida feroz.
Salve cada carioca, fluminense, amigos e parentes.
De quem nasce na terra maravilhosa, de quem se faz como nascido
E nela, faz sua morada de escolha.
Salve cada dia desses 448 anos de histórias vastas.
De gente alegre, que sorri apertada nas loucas conduções.
Abastados ou com limitações...
Que se espreme nos trilhos que precisam percorrer na vida de cada dia.
Salve esse povo com cheiro de mar, que sabe acolher, nunca deixa de amar.
Defende a terra, a vida, o mar, suas casas planas ou horizontais...
Povo que vive, sobrevive em meio a descasos, mas que não foge a luta,
Que festeja, chora,  que é esse verbo rir  do presente que indica: RIO.
Dos brasileiros e estrangeiros, que desembarcam nessa terra e sentem arrepio.
De paisagens cantadas, poetizadas, declaradas.
Deslumbre e capricho da natureza, que a fez única, total beleza.
Rio pelo dia. Rio pelo sol, Rio pelo mar que há ti e que abraça suas costas.
Rio pro esse povo que ri, ao invés de chorar.
Rio, mesmo de longe, sou cria tua que nunca deixará de te amar.
Salve Rio, salve o sorriso estendido por 448 anos a fio...

Homenagem de uma de suas filhas.

Morgana Deccache