segunda-feira, 10 de setembro de 2012


SINGELEZAS...

Uma casa simples, piso corrido, luz entre as frestas...
Chão que brilha, cadeiras vazias, corações hospedeiros.
Porta entreaberta, luz das manhãs...
Paz e serenidade,
Calma e felicidade,
Na singeleza da casa, na simplicidade das mãos...
Cadeiras, uma mesa.
Um chão firme que se pisa, de vidas simples e singelezas.
A casa é pequena, de pouco conforto,
Mas os braços são fortes de ombros largos e amigos,
Tudo é feito de bom grado,
De amor, ajuda e afago.
A água é de tina, fogão a lenha, avental com borralho,
Frescor de frutas e flores, um ar que empreguina na gente.
Cheiro de café na hora, brilho no assoalho,
Da luz que já não sabemos se irradia de fora
Ou se emana de dentro...
Singelezas Divinas, compartilhadas a nós,
De quem Crê, buscam e nunca se vêem sós! 

Morgana Deccache


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