sexta-feira, 13 de julho de 2012


Silêncio da derme quando arrepia.
Silêncio do olhar quando se olha a alma...
Da alma quando é olhada.
Silencia da palavra não dita.
Das horas bem ditas.
Silêncio das horas vividas.
Horas que saltam sobre nós pela manhã
E quando percebemos já se faz noite.
Silêncio do vazio.
Do se estar só.
Da garganta e seu nó.
Silêncio que ecoa nos espaços da casa vazia.
Silêncio quebrado pelos próprios passos sem direção.
Silêncio rompido pelo pulsar do coração.
Que acelera na ânsia de alcançar o inexistente.
Intangível do momento...
Silêncio que ensurdece o sentimento.
Silêncio entre nas pausas das canções.
Esse silêncio é essência da musicalidade que se faz eterna.
Silêncio que consterna...
Sssssss... As palavras silenciaram,
E a poesia se fez no silêncio.

Morgana Deccache

Um comentário:

  1. tequinharp@hotmail.com13 de julho de 2012 às 15:39

    Ssssss ... Gostei, o silêncio às vezes,fala mais do que mil palavras! Mais uma poesia linda como sempre! bjs

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