Silêncio da derme quando arrepia.
Silêncio do olhar quando se olha a
alma...
Da alma quando é olhada.
Silencia da palavra não dita.
Das horas bem ditas.
Silêncio das horas vividas.
Horas que saltam sobre nós pela manhã
E quando percebemos já se faz noite.
Silêncio do vazio.
Do se estar só.
Da garganta e seu nó.
Silêncio que ecoa nos espaços da casa
vazia.
Silêncio quebrado pelos próprios
passos sem direção.
Silêncio rompido pelo pulsar do
coração.
Que acelera na ânsia de alcançar o inexistente.
Intangível do momento...
Silêncio que ensurdece o sentimento.
Silêncio entre nas pausas das
canções.
Esse silêncio é essência da
musicalidade que se faz eterna.
Silêncio que consterna...
Sssssss... As palavras silenciaram,
E a poesia se fez no silêncio.
Morgana Deccache

Ssssss ... Gostei, o silêncio às vezes,fala mais do que mil palavras! Mais uma poesia linda como sempre! bjs
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